Cristo não inspira segurança

quinta-feira, setembro 10, 2015

Samuel Marcos

O Cristo Crucificado, obra do escultor Mário Cravo Júnior inaugurada em 1980, é um símbolo da cidade. Com 33 metros – em referência à idade que Cristo tinha quando foi morto – e com feições nordestinas, ele se localiza no alto da Serra do Periperi e poderia ser um ponto turístico valorizado. No entanto, o local é pouco visitado tanto por quem mora aqui, quanto por pessoas vindas de outras cidades.

Para Márcia Santos, 38 anos, moradora do Bairro Guarani, o ambiente não é acolhedor, e, segundo ela, algumas mudanças poderiam impedir que o lugar ficasse praticamente abandonado. Mas a principal causa do desinteresse pelo Cristo é a falta de segurança nas imediações em que está fincado.

Para Lúcio Antônio, 71 anos, que mora no Bairro Cruzeiro, próximo ao Cristo, um vigilante permanente e uma ronda policial poderiam resolver a situação. O estudante de ciências sociais Kaio Silveira, 21 anos, afirma já ter ido ao Cristo, mas diz que “atualmente, lá não tem condições de se voltar. Não tem segurança, e não é um lugar agradável de ir no momento. Mas, se a prefeitura cuidasse, revitalizasse, colocasse coisas de lazer lá, poderia ser um lugar atrativo para a cidade”.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura não explicou porque não requisita do Governo do Estado, ou providencia ela mesma, por meio de uma guarda municipal, segurança na Serra do Periperi, para viabilizar as visitas ao Cristo, símbolo da cidade.

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